Cachoeira no meio da mata com vasta vegetação e palmeiras
Brasil

Serra do Cipó, MG: acessibilidade e aventura numa viagem incrível pela natureza

Turistas que visitam diversos cantos do estado mineiro podem comprovar o que o cantor e compositor José Duduca de Moraes expressou em sua famosa canção: “Oh, Minas Gerais, quem te conhece não esquece jamais…”. Entre as belezas do maior estado em extensão territorial da região sudeste brasileira está a Serra do Cipó. Destino muito procurado por quem curte a tranquilidade e ar puro da natureza ou por aqueles que buscam por aventuras com esportes radicais. 

Apesar das montanhas, cânions e cachoeiras, o destino turístico é bem democrático. Uma experiência de acessibilidade e aventura numa viagem incrível pela natureza. Venha conhecer os principais atrativos; quantos dias ficar na região; onde se hospedar com conforto e acessibilidade e destaques da gastronomia local. 

Cachoeira Véu da Noiva

Cachoeiras para visitar no Parque Nacional da Serra do Cipó

Há cachoeiras e trilhas por toda parte, dentro e fora do Parque Nacional da Serra do Cipó. É possível explorar todos os atrativos, mas, em alguns casos, será preciso pagar para acessá-los por serem propriedades particulares. 

Localizado na serra do Espinhaço, o parque é considerado um divisor natural das bacias dos rios São Francisco e Doce. Abriga também animais em extinção da fauna brasileira e inéditas espécies da flora nos 33.800 hectares. É realmente encantador! 

A entrada no parque é gratuita e quem for cadeirante poderá reservar uma Julietti, cadeira de rodas adaptada para trilhas e regiões montanhosas. Já falamos do Projeto Montanha para Todos aqui.

É só entrar em contato com antecedência para que possamos reservar, o equipamento que vai auxiliar no passeio pelas montanhas e cachoeiras.

As principais atrações do parque são o Cânion das Bandeirinhas (12 km da entrada) e a Cachoeira da Farofa (8 km da entrada). Pelo percurso, faça pausas, para apreciar a paisagem rica da fauna e flora. Nos dois locais, é possível se refrescar nas águas clarinhas e admirar os 270 metros de quedas d’água na Cachoeira da Farofa. 

A caminhada de algumas horas pode ser um pouco difícil e cansativa, mas a boa notícia é que o parque oferece o serviço de charretes que deixam os visitantes bem pertinho desses dois atrativos. Idosos, pessoas com crianças pequenas e até com dificuldade de mobilidade não vão ficar de fora desse paraíso. Acessibilidade e aventura pela natureza. 

Outra cachoeira dentro do parque com trilha mais curta é Capão dos Palmitos. São 5 km de caminhada para ir e mais outros 5 km para voltar, totalizando cerca de 3 horas. Apesar de ser considerada pequena perto de outras, Capão dos Palmitos tem várias quedas de água e alguns turistas até fazem uma hidromassagem natural deitados nas pedras. Delícia, né? 

A última cachoeira que separamos pelo grau de facilidade e acessibilidade é Poço Azul. A trilha é de 3 km a partir da entrada do parque e considerada leve. Mas lembre-se, depois de banhar-se na água gelada são mais 3 km de volta. A piscina natural com uma queda de seis metros recebeu esse nome pelo reflexo do céu nas águas cristalinas. Uma paisagem exuberante para conhecer nessa viagem. 

Cachoeiras para conhecer fora do Parque Nacional Serra do Cipó

Vamos falar de dois locais de fácil acesso, com caminhadas curtas e percurso que permitem a todas as pessoas curtirem. Mas atenção, nessas atrações, diferente do parque, é preciso pagar para visitar. Começamos pela Cachoeira Grande, muito conhecida, é uma das maiores da região, bem largas, com quedas d’águas de dez metros. Com apenas um quilômetro de caminhada. 

A outra atração para visitar é a Cachoeira Véu da Noiva. O alto paredão de pedra de mais de 70 metros, por onde cai a água beeem gelada, é deslumbrante. e gelaaaaada. Para chegar é tranquilo. Dá para ir de carro ou outro transporte até uma área de camping. De lá, vai pegar uma trilha bem fácil, apesar de alguns trechos íngremes, há corrimãos que ajudam no percurso. 

Ecomuseu Cipó 

O passeio não fica só nas águas geladas das cachoeiras. É possível viajar pela história visitando a primeira fazenda da região, onde, atualmente, funciona o Ecomuseu Cipó. Com senzalas, capelas, casas coloniais, antigos maquinários, os turistas vão conhecer um recorte da história da região que se passou no século XVIII. 

Restaurantes e arte local 

Para quem vai aproveitar o Parque Nacional da Serra do Cipó, em Santana do Riacho, é preciso conhecer o pequeno e acolhedor centro da cidadezinha. São vários restaurantes e lojas de artesanato e produtos locais. Entre os estabelecimentos para ter uma experiência gastronômica, destaque para o Bistrô da Filomena. O espaço é muito conhecido pela decoração colorida e aconchegante, além de resgatar a culinária brasileira com pratos artesanais e, claro, oferece o bom e famoso pão de queijo mineiro. 

Por falar nisso, outros produtos que os turistas que vão a Minas costumam experimentar são as cachaças, queijos e doces. A cachaçaria Cipó Cana oferece essas opções para degustação e venda. O local é muito bonito e vale a visita. 

Não deixe de dar uma passadinha nas lojinhas de artesanato de Santana do Riacho para levar para casa lembrancinhas da Serra do Cipó. São trabalhos em tear, arte em cabaça, ferro, aramado, tecido e madeira. 

Onde se hospedar com conforto e acessibilidade? 

Há várias opções de pousadas na região, mas destacamos uma que é adaptada para cadeirantes: Pousada Carumbé. A hospedagem oferece um quarto todo adaptado para receber pessoas com limitação de movimentos. Além disso, todos os outros ambientes estão de braços abertos para esse público. Há também um restaurante aberto ao público com pratos saborosos. 

Quando ir e quanto tempo ficar? 

A melhor época para visitar a Serra do Cipó é entre abril e outubro, período mais seco do ano. Durante o verão as cachoeiras ficam muito cheias e também mais propensas a trombas d’água por causa das chuvas. No entanto, entre maio e julho as temperaturas são mais baixas e encarar as águas geladas pode ser bem mais difícil. 

Para aproveitar bem a região, a viagem deve durar, ao menos, quatro dias. Com mais tempo, em sete dias dá para explorar e se encantar mais com as belezas do destino. 


Então vamos programar a sua próxima Viagem Acessível e conhecer essa maravilha da natureza? 

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